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DESTAQUE

Faleceu longe de Angola: funeral de Nanutu será realizado na quarta-feira em Portugal

O funeral do saxofonista angolano Nanutu, nome artístico de António Manuel Fernandes, realiza-se na próxima quarta-feira, 20 de Maio de 2026, no Crematório de Vale Flores, localizado no Feijó, em Lisboa, Portugal. Segundo o programa das exéquias fúnebres, o velório está marcado para terça-feira, 19 de Maio, às 17h00, na Capela da Igreja São José do Operário, também situada no Feijó. Nanutu faleceu na última sexta-feira, 15 de Maio, em Lisboa, vítima de doença. O músico nasceu a 3 de Setembro de 1961 e era considerado uma das maiores referências do saxofone em Angola, com uma carreira marcada pela valorização da música instrumental angolana e pela divulgação da cultura nacional em vários palcos internacionais. Ao longo da sua trajectória artística, lançou trabalhos reconhecidos pelo público e pela crítica, entre os quais os álbuns Gato Vijú, Ximbika, Bisa, Luandei, Kizofado e Marés. A notícia da morte do artista gerou várias manifestações de pesar nas redes sociais, onde músicos, fãs e ...

João Lourenço surge com traje tradicional raro na Argélia e visual chama atenção nas redes sociais


O Presidente da República de Angola, João Lourenço, chamou atenção durante a sua presença no Parlamento da Argélia ao surgir trajado com o tradicional Burnous, uma peça histórica e altamente simbólica da cultura argelina.

O momento gerou curiosidade nas redes sociais, com muitos internautas a questionarem o significado do traje usado pelo Chefe de Estado angolano durante a cerimónia oficial em Argel.

O que é o Burnous?

O Burnous (ou abernus, na língua berbere) é um manto tradicional do Norte de África, especialmente associado à Argélia. Trata-se de uma peça comprida, geralmente confeccionada em lã, sem mangas e utilizada há séculos por povos berberes da região.

Historicamente, o burnous servia não apenas como protecção contra o clima rigoroso do deserto e das montanhas, mas também como símbolo de posição social, respeito e prestígio em ocasiões especiais.

O modelo utilizado por João Lourenço durante a visita oficial ao Parlamento argelino foi o chamado Burnous Castanho (Al-Wabar), confeccionado com pelo de dromedário, uma versão considerada rara e altamente valorizada na região argelina de Djelfa.

Um símbolo histórico e cultural

O burnous possui profundas raízes históricas entre os povos berberes. O historiador árabe Ibn Khaldoun chegou mesmo a referir-se aos berberes como “asḥaab al-baraanis”, expressão que significa “aqueles que vestem o burnous”.

Na Argélia contemporânea, a peça continua a representar identidade nacional, soberania, orgulho cultural e tradição.

É comum que líderes políticos, figuras públicas e autoridades usem o burnous em cerimónias oficiais, actos diplomáticos e eventos de grande importância simbólica.

Tradição passada entre gerações

Em algumas regiões da Argélia, como a Cabília, o burnous possui também um forte valor familiar e comunitário. Segundo tradições locais, quando um menino completa dois anos de idade, a mãe ou a avó confecciona-lhe o seu primeiro burnous como símbolo de pertença cultural e continuidade da tradição.

A presença de João Lourenço trajado com a peça foi interpretada por vários observadores como um gesto de respeito pela cultura argelina e aproximação diplomática entre os dois países.

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