Avançar para o conteúdo principal

DESTAQUE

Faleceu longe de Angola: funeral de Nanutu será realizado na quarta-feira em Portugal

O funeral do saxofonista angolano Nanutu, nome artístico de António Manuel Fernandes, realiza-se na próxima quarta-feira, 20 de Maio de 2026, no Crematório de Vale Flores, localizado no Feijó, em Lisboa, Portugal. Segundo o programa das exéquias fúnebres, o velório está marcado para terça-feira, 19 de Maio, às 17h00, na Capela da Igreja São José do Operário, também situada no Feijó. Nanutu faleceu na última sexta-feira, 15 de Maio, em Lisboa, vítima de doença. O músico nasceu a 3 de Setembro de 1961 e era considerado uma das maiores referências do saxofone em Angola, com uma carreira marcada pela valorização da música instrumental angolana e pela divulgação da cultura nacional em vários palcos internacionais. Ao longo da sua trajectória artística, lançou trabalhos reconhecidos pelo público e pela crítica, entre os quais os álbuns Gato Vijú, Ximbika, Bisa, Luandei, Kizofado e Marés. A notícia da morte do artista gerou várias manifestações de pesar nas redes sociais, onde músicos, fãs e ...

JUSTIÇA SOB PRESSÃO? PRESIDENTE DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL DE ANGOLA, LAURINDA PRAZERES, ALERTA PARA DESAFIOS DA INDEPENDÊNCIA JUDICIAL EM ÁFRICA


Magistrada angolana discursou no Brasil durante a Conferência Ibero-Americana de Justiça Constitucional e defendeu o reforço do Estado de Direito e da autonomia dos tribunais africanos.

A Presidente do Tribunal Constitucional de Angola, Laurinda Prazeres, participou esta terça-feira, 12 de Maio, na XVI Conferência Ibero-Americana de Justiça Constitucional, realizada em Brasília, no Brasil, onde abordou os desafios enfrentados pelos tribunais africanos e destacou a importância da independência judicial para a consolidação democrática no continente.

Durante a sua intervenção, feita em representação da Conferência das Jurisdições Constitucionais Africanas (CJCA), organismo que reúne 50 países-membros, Laurinda Prazeres afirmou que os tribunais constitucionais devem actuar como “escudo dos mais vulneráveis” e como garantia do equilíbrio democrático nas sociedades modernas.

A magistrada destacou ainda que África e os países ibero-americanos partilham experiências históricas ligadas à luta pela dignidade humana, pelo reforço das instituições e pela construção de sistemas jurídicos mais fortes e transparentes.

Segundo Laurinda Prazeres, os tribunais africanos continuam a enfrentar vários desafios estruturais, entre eles questões ligadas à autonomia institucional, estabilidade democrática e fortalecimento do Estado de Direito. A juíza conselheira defendeu também uma maior cooperação entre jurisdições constitucionais de diferentes continentes, sublinhando que a troca de experiências pode contribuir para soluções mais eficazes em matérias relacionadas com direitos fundamentais, justiça constitucional e equilíbrio entre poderes.

Ao longo do discurso, a presidente do Tribunal Constitucional angolano frisou que o diálogo entre os tribunais não deve ser encarado apenas como um encontro académico ou diplomático, mas como uma necessidade estratégica num contexto internacional marcado por crises políticas, sociais e institucionais.

A conferência decorre no Brasil e reúne presidentes de tribunais constitucionais, juízes conselheiros e especialistas em Direito oriundos de vários países da África, Europa e América Latina, com debates centrados em temas como direitos humanos, independência judicial, modernização tecnológica da justiça e justiça climática.

Nas redes sociais, as declarações da magistrada angolana também começaram a gerar debate entre internautas, sobretudo após os alertas relacionados com os desafios da justiça e da independência judicial no continente africano.

Na sua opinião, os tribunais africanos têm hoje verdadeira independência perante os desafios políticos e institucionais do continente?

Comentários

© 2026 Baconguinho News. Todos os direitos reservados.