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O Assunto do Momento

“Estamos a emagrecer”: denúncia de funcionários expõe alegadas condições precárias de trabalho

Funcionários acusam empresa de baixos salários, ausência de subsídios, jornadas excessivas e alegadas irregularidades laborais. Trabalhadores afirmam temer represálias. Funcionários ligados a uma fábrica de produção de sumos identificada como Canan South, responsável pela marca Joy, denunciaram alegadas más condições de trabalho, baixos salários e supostas irregularidades laborais dentro da empresa. Em mensagens enviadas à redacção, trabalhadores afirmam viver uma situação “insustentável” e dizem temer represálias caso as suas identidades sejam descobertas. Segundo os relatos, vários funcionários trabalham há anos na empresa sem aumentos salariais significativos. “Eu trabalho há seis anos aqui e nunca fui aumentada o salário, a não ser quando o Governo mandou”, relatou uma funcionária da área de produção. Os denunciantes afirmam que muitos trabalhadores recebem cerca de 80 mil kwanzas mensais, apesar das longas jornadas de trabalho que, segundo descrevem, decorrem das 7h às 19h. Além d...

“Nenhum homem aceitaria a esposa nesses gabinetes”: Carlos Cabaça quebra silêncio sobre dirigentes políticos


Declarações do jurista Carlos Cabaça surgem em meio à polémica envolvendo alegados vídeos íntimos associados a Jú Martins e reacendem debates sobre ética, poder e moralidade na política angolana.

Luanda - As recentes polémicas envolvendo alegados vídeos íntimos atribuídos a Jú Martins voltaram a agitar o debate público sobre ética, moralidade e abuso de poder na política angolana.

Foi neste contexto que o jurista Carlos Cabaça fez declarações duras durante um debate público, criticando aquilo que considera ser uma cultura silenciosa de favorecimento e influência dentro de instituições políticas e administrativas.

Sem citar directamente nomes, Carlos Cabaça afirmou que muitos homens perderam confiança em determinados ambientes institucionais, sobretudo quando se trata das mulheres das suas famílias.

“É verdade que nenhum de nós aqui aceitaria que a sua parceira fosse secretária destes dirigentes”, declarou.

A fala rapidamente começou a circular nas redes sociais, gerando reacções divididas entre internautas, comentadores e militantes políticos.

As declarações surgem numa altura em que continuam a circular nas redes sociais vídeos íntimos alegadamente associados a Jú Martins, secretário para os Assuntos Políticos e Eleitorais do MPLA e mandatário da candidatura de João Lourenço à liderança do partido.

Parte das críticas levantadas online prende-se com alegações de que as imagens teriam sido gravadas em instalações ligadas ao partido no poder, embora até ao momento não exista confirmação oficial sobre a autenticidade do conteúdo.

Durante a sua intervenção, Carlos Cabaça denunciou o que considera ser uma realidade preocupante dentro de alguns sectores políticos, afirmando que determinadas mulheres acabam valorizadas mais pela aparência física do que pela competência profissional.

“As mulheres não podem servir o sexo de moeda de troca para emprego ou para cargos de chefia. Política não vale tudo”, afirmou.

O jurista foi ainda mais longe ao acusar certos dirigentes de utilizarem influência política e económica para abafarem alegados escândalos envolvendo menores.

“Temos políticos que engravidam miúdas de 13 e 14 anos, não assumem, e as famílias acabam ameaçadas porque esses indivíduos têm poder”, disse.

Num discurso marcado por indignação, Carlos Cabaça defendeu que os dirigentes políticos devem servir de exemplo para a sociedade.

“O mais velho tem de ser referência. Mas hoje temos mais velhos sem juízo.”

As declarações continuam a dividir opiniões nas redes sociais. Enquanto alguns internautas consideram que o jurista apenas verbalizou uma realidade conhecida por muitos angolanos, outros defendem que acusações tão graves devem ser acompanhadas de provas concretas.

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